Descubra-me

Descubra-me
Descubra-me de tuas mentiras. Despeça-me de teus desejos. Arranque-me de tuas lembranças. Tirai tuas máscaras. Pois agora quero ficar livre, livre de você.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Pensamentos Anastásia Nadasdy

-- Nenhum ato meu pode ser taxado como insano, meus gostos são excêntricos demais para quem mora no interior!

 Enquanto andava pelas intermináveis ruas de Heartless me vi totalmente faminta, só quem conhece esse paraíso sabe como é deliciosamente interessante caçar por aqui e no meio de tantos outros eu o vi, encostado em seu carro luxuoso, com um terno fino e impecável, sua gravata um pouco frouxa e as abotoaduras abertas também o deixavam ainda mais sexy; parei em uma esquina e observei ele fazer charme para algumas mulheres, estava cercado, se sentindo bem concorrido e isso o deu liberdade para brincar um pouco.
Enquanto esticava os braços para cima para exibir seus musculosos braços, ria descaradamente delas, seu desdém e sua prepotência me fizeram prestar mais atenção em seus detalhes: Jovem, alto, moreno, rico, não sabia se sua exibição fazia parte de um de seus interesses sexuais ou se estar rodeado de meninas que o fazia se sentir completo.
Seu cabelo estava bagunçado, dando um ar de quem teria acabado de sair de uma boa pegação, pude sentir o cheiro de sua arrogância que me despertou algo inquietante. Não entedia a cara de tédio e desinteresse enquanto falava, seus lábios abriam e fechavam e eu só conseguia ouvia as batidas de seu coração.
 Por um minuto ou dois, o pulsar de seu sangue quente me congelou, ouvia seu corpo inteiro trabalhar e percebi a fragilidade contida entre seus músculos.
Me aproximei mais um pouco, estava sentindo minha boca secar lentamente, abri minha bolsa e achei um pirulito, coloquei ele no canto da boca e caminhei lentamente em sua direção, olhando por cima dos meus óculos, encostei no poste bem a sua frente, arrumei minha saia esperando que seus olhos encontrassem minhas pernas. Elas estavam cobertas pela meia fina e iam de encontro com o salto alto.
Logo em seguida seus olhos me fitavam, lambi os lábios tentando disfarçar a fome, meu estomago estava berrando, cada órgão dentro de mim, desejava se deliciar com sangue novo.
Sorri! Enquanto mexia no cabelo, seus olhos percorriam meu corpo inteiro, seu coração disparou e tive certeza que conseguiria seduzi-lo, subi a mão até minha blusa e puxei delicadamente para baixo, fazendo com que meus seios ficassem mais a mostra, o fluxo sanguíneo dele me deixou louca, suas veias saltavam e conseguia ouvir suas engolidas secas e constantes.
Abaixei os óculos, sua voz era sedutora e seu andar elegante, eu o vi deixando todas aquelas meninas ‘’ Boas’’ para trás, ele veio até mim.
Meu corpo já não gritava mais, o anestésico para minha insanidade estava ali, quando seus lábios chegaram bem perto do meu pescoço, mesmo não arrepiando senti a sensação, ele cochichou algumas coisas em meu ouvido e perguntou se gostaria de realiza-las. Movi meu rosto lentamente e lambi seus lábios, ele me pegou pela mão, me segurando fortemente e me colocou no carro, tive que fingir fragilidade algumas vezes, enquanto ele passava suas mãos grandes em minhas pernas, tentando corromper minha saia.
Ele ligou o carro, arrancando e cantando pneus, se fosse antes da minha transformação eu teria ficado molhada só pelo fato de correr enquanto ele me masturbava...
Ele me beijava enquanto tentava dirigir, sua respiração estava ofegante e não trocamos nenhuma palavra enquanto ele dirigia, minhas unhas cresciam e diminuíam e meus músculos eram violados pela dor da fome.
 Desabotoei sua calça e na medida que ele foi crescendo seu sorriso crescia junto, minha boca foi chegando lentamente em seu corpo rígido, o carro acelerou e minha boca deslizava para cima e para baixo, lambendo-o e mordiscando com meus caninos, seus gemidos eram altos, sua voz parecia ter sido distorcida e os grunidos eram sexys.
 Eu consegui arrancar seu gemido mais alto quando encostei meus lábios em sua base e suguei deixando meus dentes rasparem em todo o comprimento de seu corpo, ele dirigia cada vez mais rápido e eu também.
Até que uma de suas mãos prenderam meus cabelos, subindo e descendo minha cabeça cada vez mais rápido, ele soltou sua mão dos meus cabelos e encheu minha boca com seu gosto.
Levantei, encostei a cabeça no banco do carro, estava rindo enquanto passava batom o olhando pelo espelho, sentia o ar se satisfação, ele me beijou e pediu para eu segurar o volante, fiz o que ele pediu, ele rasgou minha meia, e passou seus dedos pela minha calcinha, ele lambeu seus dedos e eu não conseguia me concentrar, olhava para frente tentando não bater em nenhum outro carro. Meu corpo pulsava, sentindo a falsa sensação de prazer, não sei se a sensação era para ser assim, mais só de imaginar seu sangue fluindo dentro de mim, isso sim me fazia gozar.
O carro parou, estávamos no meio do nada, fingi surpresa e medo da escuridão que nos cercava, seus braços me agarraram, sua boca estava deliciosa, o mordi, seu sangue atravessou a pele, seu beijo ficou cada vez melhor, ele puxou meu cabelo me fazendo ir para trás.
Ele colocou as mãos no volante, seu sorriso maldoso me rasgava, seus pensamentos eram tão nítidos que mesmo se eu pudesse não teria pensado em tantas coisas.
Beijando meu pescoço, passando as mãos em meus seios, beijando-os...
Não estávamos mais aguentando a espera, subi em seu colo quente e forte, fui preenchida por sua imensa vontade, seu respirar ofegante chegava a mim me deixando quente, era quase impossível não me sentir quente, o suor e os vidros, minha boca na dela, nossas mãos, nossos corpos dançando freneticamente uma dança surda e deliciosa, quando finalmente ele atingiu seu orgasmo explosivo, o mordi, continuei dançando sobre seu corpo agora inquieto, seu corpo foi ficando mole, suas mãos já não batiam em mim, foi quando o matei sem querer, sua vida corria em mim, seus pensamentos moviam-se de presa em minha mente, me despedi dele com um beijo, deixando pra trás mais um belo rapaz que me deu o melhor prazer de todos... O GOSTO DA MORTE!

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