Descubra-me

Descubra-me
Descubra-me de tuas mentiras. Despeça-me de teus desejos. Arranque-me de tuas lembranças. Tirai tuas máscaras. Pois agora quero ficar livre, livre de você.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

E se todos os professores fossem assim...

Me ensina?



Era segunda feira, como toda semana, o dia começou ruim, tinha vários trabalhos para entregar, algumas provas que não tinha feito, havia acordado tarde, na verdade minha melhor amiga estava gritando meu nome no portão quando acordei.

Corri para atende-la, preparamos tudo para os intermináveis trabalhos de final de ano, em meio a tantas conversas, falando das aulas que teríamos, me peguei pensando no professor de filosofia, moreno, alto, olhar sedutor e um sorriso incrivelmente sexy, me reprimi em pensando em como ele era gostoso, depois meus pensamentos foram invadidos com a ideia de descobrir o que haveria naquela calça jeans tão justa. Passei quase um ano inteiro secando ele, olhando como ele era desejado pelas outras alunas e em como poderia tirar proveito de ser tão interessada nas suas aulas.
O dia passou em um piscar de olhos e o calor era insuportável, pensei em me arrumar melhor para vê-lo, nada fora do convencional. As horas passaram rapidamente até chegar na escola, que estava vazia por ser final de ano!
Na escola haviam menos de 20 alunos, da minha turma somente eu e minha amiga que estava indo embora, já que ela sabia dos meus planos e não queria atrapalhar!
Quando o olhei vindo e a sala vazia, fui ficando excitada a ponte de sentir minhas pernas molharem, estava chupando sorvete e ri de imaginar o que poderia fazer com ele. Mal conseguia pensar em outra coisa, quando entrei na sala, ela vazia, ele olhando os diários, um filme se fez na minha mente, era nítido meu interesse nele, ele se fazia e difícil, deixando isso mais delicioso de pensar.
O mais louco é os assuntos fluíam naturalmente com ele e meus segredos eram jogados na mesa, como se ele pudesse escolher a melhor parte de mim, algo tão picante e denso, que eu emanava desejos, entre umas conversas e outras, me distraia mexendo no celular, tinha que ir embora, estava sem carona, me desanimei, não somente pelo fato de não ter ninguém pra me levar, mas pelo fato de me entediar facilmente.
O tempo no relógio parecia correr e eu desejava que os ponteiros parassem, só para olha-lo mais um pouco. Era irresistível não imaginar os diários no chão, eu subindo em cima da mesa e ele me pegando com força fazendo papeis voarem.
Estava quase na hora de bater o sinal, quando ele finalmente finalizou as notas, se ofereceu para me levar pra casa, sorri! 


Fui orientada a espera-lo no portão já que estávamos na escola, estava ouvindo música, quando ele parou com o carro, não demorou muito para tentarmos dar o primeiro beijo, logo depois seu carro parou e senti meu coração bater em minha nuca, estava tonta e com um desejo imenso de mergulhar em seus lábios.
O beijo era quente, as mãos eram grandes e tinham a força certa para me fazer ficar molhada.
Me entreguei em seus beijos quentes, seu corpo encostava no meu e ao mesmo tempo que me batia a vontade de subir em cima dela, fiquei com medo de alguém nos ver... Essa vontade de te-lo dentro de mim, e o perigo de estarmos na rua foi me apertando, apertando que parei para respirar se não iria explodir.
--- Você podia ter me dado 10 não acha?  
--- Você não mereceu, se não teria tirado!
--- Mais não sou boa aluna? Por que você não me deixou te subornar enquanto eu podia?
--- Claro que é, mais não vi você se esforçar para ser a melhor. De que tipo de suborno estamos falando?
--- Algo como se você me desse 10 de bimestre poderia te agradecer carinhosamente. Olha não é de hoje que imagino coisas enquanto você escreve na lousa, te subornaria 
facilmente.
--- Você tem que ser mais especifica quando fala! Não existem motivos para aceitar seus suborno, se você se esforçasse mais, não teria que ficar com essas ídeias na cabeça. Mais me diga a razão para pensar nisso! 
--- Por que não começamos com a razão do volume das suas calças? Te deixo excitado Professor?
--- O erotismo é algo tipicamente comum do ser humano, respondendo a sua pergunta , sim, você desperta um lado meu que me deixa muito excitado!
--- E o que mais você pode me dizer sobre o erotismo...
---    Freud chama de libido a força primária, a energia da natureza sexual, orientada pelo princípio do prazer e que se encontra numa instância da personalidade chamada ID. O contato com as normas sociais determina, no entanto, a formação do SUPEREGO, que interioriza as forças inibidoras do mundo exterior e passa a ser regido pelo princípio do dever. O conflito entre essas duas forças antagônicas deverá ser resolvido pelo EGO, que, a partir do princípio de realidade, saberia lidar com o desejo, decidindo da conveniência de realizá-lo.
--- Então se eu disser que fico molhada em todas as suas aulas seria totalmente comum? Ou teria que mentir e dizer que não penso nessas coisas?
--- Você deve me dizer tudo que pensa, afinal, o puritanismo é algo que eu realmente não aprecio.
--- Puritanismo? 
--- O discurso moralista e puritano é herdeiro das tendências neoplatônicas que desvalorizam o corpo e consideram que o caminho da humanização está na “purificação” dos sentidos “mais baixos”. A sexualidade deixa de fazer parte do homem integral, é confinada à um quarto de janelas fechadas e sem portas, ao silêncio. A visão platônico-cristã dissocia o amor espiritual do amor carnal e associa sexo ao pecado. O apóstolo São Paulo defendia o celibato, mas dizia que era“melhor casar-se que abrasar-se”. Santo Agostinho, que tivera vida devassa antes da conversão, achava o prazer um companheiro perigoso.
--- Adoro o perigo, principalmente quando sabendo que alguém pode nos ver. O que pensariam se soubessem que eu sou sua aluna? 
Ele estava um envergonhado e não nos olhávamos nos olhos, salivei inúmeras vezes e o silencio me deixou um tanto nervosa...  E enquanto nossos lábios se encostaram novamente, com mais desejo e mais malicia do que antes, ele levou uma de minhas mãos até suas calças, enrolei um pouco até que ele me forçasse a abrir seu zíper! Minhas mãos obedeceram as dele, ele estava me ensinando como masturba-lo, segurando minhas mãos firmemente.  levantando-a delicadamente e descendo-a mais rápido. Movimentos deliciosos, me fazendo enlouquecer.
Seus suspiros eram tremendamente deliciosos e ele me falava baixinho:
--- Isso... Assim mesmo... 
Quando ele soltou minha mão, continuei exatamente como ele tinha me ensinado, o beijo continuou intenso e aumentei a velocidade da minha mão, e ele levou sua mão até meu cabelo, olhei sorridente para ele. Ele me colocou de frente com seu corpo rígido,  abri a boca e ele me tirou de perto, novamente me colocou bem perto, como se estivesse me ensinando como manejar a situação. Me ensinando a melhor forma de satisfaze-lo.
--- Abra  boca delicadamente... Coloque a boca aqui! Agora lambe bem devagar... isso! Assim nesse ritmo, você nem precisa que eu te ensine! Agora sim vejo a boa aluna que você é! 
Entre uma lambida e outra, sorria somente pelo fato de estar com ele como imaginei,  Subi para beijar sua boca e respirar um pouco.
--- Você podia ter aumentado minha nota. Não te chupo mais até dizer que pensa no assunto.
--- Shiiiuuu! Você devia ter se esforçado, se fizer o que eu quiser posso pensar no assunto.

Ele me virou de costas, como se eu fosse algo leve de se mover, suas mãos invadiram minha calça, minha calcinha era pequena demais, só foi preciso empurra-la para o lado e ser preenchida por seus dedos, o movimento intenso e constante me desequilibraram, meus gemidos começavam a ficar mais altos e algumas vezes faróis invadiam o carro me fazendo tremer de medo.

Sua vontade, seus suspiros penetravam em meus ouvidos, em meu corpo me deixando ainda mais molhada, a mistura de medo e tesão deixou tudo mais excitante,   a posição desconfortável e os movimentos dele foram rápidos e certeiros, ele me movia, levantava minhas pernas, até o ponto perfeito, estávamos nos olhando, minhas pernas em torno de seu pescoço, suas mãos seguravam meus seios, e sua cara era deliciosamente sexy, não me contive, a cada penetração um grito libertador, o carro com certeza pulava por que era assim que senti, sua respiração ofegou novamente, sentia-o pulsar dentro de mim, cada vez mais intenso, cada vez mais forte, cada vez mais rápido. Não foi preciso mais que algumas bombadas para me fazer gozar no seu carro. Os movimentos foram mais rápidos e quando ele parou me beijou com vontade!
-- Satisfeita?
-- Por enquanto sim!
-- Insatisfeita?
-- Nenhum pouco.
-- Acho que mudarei sua nota amanha, mais você precisa fazer uma coisa pra mim.
-- E o que seria?
-- Repetir tudo isso em um motel amanha.
-- Verei o que posso fazer professor, caso você seja bonzinho! 

Ele ligou o carro e parou bem perto de casa, sai do carro com a cara de quem estava quase satisfeita. desejando vê-lo de novo em breve!


Trechos de um blog de filosofia:http://filosofiaebrasil.blogspot.com.br/p/filosofia-da-sexualidade-humana-o.html 


De que adianta viver entre os nobres se minha nobreza se foi quando ele partiu?

                    Meu cavalo negro.


E mais um dia se passa meu amor, a solidão invade meu ser de uma forma brutal, sinto sua falta! Falta essa que me deixa ainda mais infeliz quando percebo que teremos mais meses de distância um do outro.
Como queria repousar em seu peito quente e adormecer sem ter que me preocupar com nossos inimigos batendo a nossa porta. Queria dormir ao teu lado e sentir teu respirar profundamente, não sei quando essa guerra acabará, mais me prometa que não deixará nenhum turco lhe ferir com espada. A imagem de tua partida ainda destrói meus pensamentos, e o chorar dos nossos filhos assombram minhas noites.
Existem dias, meu amor, que sinto que irei enlouquecer em breve, Ficzko tem me ajudado bastante, estamos procurando alguém cure meus pesadelos, ouvimos falar de Ana Darvulia, uma curandeira. Rezo aos céus que me iluminem com a promessa de mais um filho, Ainda doi lembrar do nosso pequeno anjo. Meu doce cavalo negro, lhe espero fielmente, lhe aguardo. Volte para mim, para Hungria, para nossos filhos, voltei para que possa sentir seu cheiro.


Te amo.

Condessa Bathory.




Pesadelos são feitos para serem sonhados e não vividos

      '' Árvores por todos os lados, sangue nas mãos, alguns gritos e um sentimento de profunda dor. Um rosto no escuro me assustou. Não sabia onde estava, mesmo sentindo que conhecia todo por onde eu pisava, novamente uma sensação de querer fugir mais não conseguia mover os pés (...)

Pude ver minhas mãos tentando se segurar em algo, em cima de mim a imensidão da noite e uma lua sangrenta que chorava comigo, algum lugar para me apoiar, algum lugar para me esconder, eu sabia que poderia fugir se tivesse um lugar para a lua girar meus passos.
 --NÃO FAÇA NADA COMIGO, EU LHE IMPLORO, NÃO POSSUO NADA, AS TERRAS DE MEU PAI SÓ SERÃO MINHAS APÓS MEU CASAMENTO! PELO AMOR DE DEUS ME SOLTE! ME SOLTE, SOCORRO! ME SOLTE!
Meus pés se debatiam, mas não conseguia me livrar do agressor, o cheiro de terra entrava em meu nariz, estava claro que meu fim se aproximava, minha espinha estava gelada, meu coração estava batendo como nunca tinha batido antes, a noite estava fria!
...
 Eu podia sentir cada detalhe, cada respiração era tão minha que me deixei ser influenciada por aquela sensação medonha!
...

Em minha garganta a angustia de não ser ouvida e o desespero de ser mutilada me consumia! Um rugido, algo que estava mais próximo, mas não tão rápido quanto o ser que me carregava, sentia meu rosto passar por galhos e por pedras. Estava de bruços, sendo arrastada, minha roupa era deslacrada por raízes e meus seios estavam sendo cortados por pedras.
 Cada dor se tornava mais e mais minha!
Parei, senti suas mãos soltarem meus pés com brutalidade, tentei levantar e correr, mas fui pega e jogada no chão novamente. Onde estava? Olhei ao meu redor e só o escuro me fazia companhia. 

Em minha cabeça senti algo escorrer, logo, o cheiro de sangue tomou conta do ambiente, a adrenalina e o medo deviam chamar a atenção dos animais, os predadores da noite.

 Meu espartilho estava me deixando ainda mais aflita, estava apertado, mal dava para respirar, senti as mãos dele em meu corpo, passavam ásperas e grudentas, seu hálito podre me enojou ainda mais, me debatia e mesmo assim sua boca tentava encontrar a minha.
-- Me solta! Socorro!!
-- Cale-se, agora você será minha quando eu quiser e na hora que eu quiser!
-- Socorro! Me ajudem!! Pelo amor de Deus!
Minhas pernas foram abertas, minha pantaloon estava sendo tirada ou rasgada, mal conseguia imaginar o que iria acontecer.  Na realidade eu sabia, mas não gostaria de pensar, preferia a morte do que ser dele.
  O cheiro dele era de criadouro de porcos e suor. Nauseei e pedia misericórdia, pedia para que me deixasse ir embora, que ninguém nunca saberia absolutamente nada. Ele simplesmente ficou calado enquanto tentava tirar novamente minhas roubas intimas.
-- Que cheiro delicioso você tem!
-- Me deixe ir! Por favor!
 Ele desajeitado tentando domar meu corpo, tentava me mexer. E novamente ouvi um barulho! Algo rosnando, ele se assustou e eu continuava a implorar...
 Gritava e gritava.
Pude sentir seu órgão relar em minha perna, algo quente e gosmento, vomitei. Me afastei tentando buscar dentro de mim uma força que não tinha, tentava me livrar dele, chuta-lo. Tentei chamar a lua, que sempre me deu folego, mais nem ela estava lá, ela não seria álibi de um ato tão brutal, será que havia alguém, lá em cima intercedendo por mim?
Algo passou como uma flecha por mim, pensei em ser um morcego. Suas mãos nojentas tentavam calar-me e ao mesmo tempo ele tentava roubar minha vida, novamente um sopro gelado e a impressão de ser um bicho nos rondando. Por longos instantes, senti o rosnar e a rugido próximo de meus ouvidos.
De repente um grito assustador, e logo após um silêncio, não senti mais nada, nem o peso de seu corpo gordo, nem o cheiro...

Será que eu havia morrido?
Novamente tateei o chão, tentando encontrar algo para me apoiar. Olhava pra cima, tentando achar uma pequena luz, algo que me iluminasse! Fui me rastejando, gritando, até que me encostei em uma pedra. Entre as sombras e as árvores, vi um vulto, parecia que alguém estava me olhando, corri, fiquei com medo de ser o homem dos porcos, mais não senti seu cheiro horripilante, novamente um vulto, senti cheiro de roupas limpas e um leve cheiro de cascas de laranjeira.
-- Quem está ai? -- Pergunta idiota para quem quase foi estuprada, eu sei!
Vi novamente alguém me olhando de longe.
 A lua foi refletida em longos cabelos loiros, não vi seu rosto, só seus olhos vermelhos que gritam olá de longe.
Pisquei algumas vezes até a imagem ir sumindo lentamente. Um anjo da guarda? Poderia ser algo pior que o gordo imundo que tentou me consumir? Não sei, só sei que senti um alivio tremendo por saber que eu não estava sozinha, fiquei aliviada em saber que ele, poderia ter me ajudado a me livrar do porco imundo. Um sussurro bem baixinho, quase sumindo disse:
-- Está segura agora, minha amada, lhe guardarei para todo o sempre!
Vaguei por horas, acho que sempre em círculos. -- Floresta traiçoeira! Nunca achava uma clareira ou o final daquele inferno.
Ainda estava assustada, pensando se o agressor fora embora assustado com os barulhos ou se algo aconteceu, esperava profundamente que o pior tivesse chego a ele. Aquele homem escondido, quem era? Será que ele verá tudo que tinha acontecido comigo?
A aurora já estava se aproximando, aos poucos fui vendo a vasta imensidão de arvores abrirem os braços. E eu ainda estava tentando sair daquele lugar.
Com o nascer do sol. Fui observando a floresta, fui achando o caminho certo. Fiquei aliviada, a sensação de estar segura com a luz me invadi-o. Meus sentidos estavam aflorados, qualquer barulho me assustava, será que conseguiria ir pra casa?
Ouvi um latido; Logo depois outro e outro e mais outros. Ouvi meu pai, meus irmãos me chamarem.
''ALIVIO!!! Foi o que senti naquele momento!'' 

--- Estou aqui! Papai! Papai! Aqui!! -- Gritei enquanto corria, segurando meus seios e tentando tampar os buracos de minhas roupas.
--- Meu pequeno anjo, como você veio parar aqui? -- o abraço dele me fez chorar, eu ainda não havia parado para chorar, chorei abraçada com ele, meus irmãos vieram e me abraçaram também.
--- Não sei Papai, em um minuto estava em meu quarto e no outro aquele criado, o que lida com os porcos estava tentando... Ahh Papai... foi horrível.
--- Vá com Matheo até em casa. Eu e seus irmãos já o encontramos, MORTO, estripado em uma das árvores, parece que um animal o rasgou ao meio, só não sei como ele foi parar preso entre os galhos mais altos. Mais fique tranquila, a justiça divina foi feita. Ele pagou com a própria vida.

--- Mas havia algo na floresta, deve ter pego ele. Papai havia um homem na floresta eu vi, seus olhos eram vermelhos feito sangue entre as arvores! ''

Trechinho especial do livro > No jardim uma rosa negra

Na mesa uma humilde taça aguarda ser tocada por lábios ansiosos. Ao lado,
mãos frias tocavam um piano velho. As notas percorriam a sala que em instantes era inundada com sua suavidade e beleza.
O mundo parecia somente à plenitude dos toques nas teclas manchadas de poeira.
 Seus olhos estavam fechados, ela sentia a música saindo de seus dedos, era como se seu etérico estivesse sendo puxado para fora e encantando a todos os presentes.
Com seus longos dedos, esticou a mão para beber o líquido da taça.
Seus lábios pálidos se tornaram vermelhos e sua face ruborizou enquanto engolia lentamente, ela apreciava o sabor adocicado do vinho em seus menores detalhes, enquanto outros nobres acompanhavam sua esplendida apresentação.
Ela podia ouvir a todos e em sua boca algumas vezes se formava um leve sorriso, algo tão doce e tentador que nem mesmo os anjos recusariam um beijo daqueles lábios.
Ela parou...
Por um segundo um silêncio assombroso, a ausência da música era inquietante, era como se um enorme penhasco abrisse no peito de cada um.
A moça se levantou um pouco, pousou a taça ao seu lado e esticou os dedos até eles estalarem. Um ar de alivio em seu rosto.
Novamente, ajeitou seu vestido e continuou o espetáculo, hipnotizando novamente, construindo uma ponte invisível sobre o abismo. 
Até os criados pararam seus afazeres, os bastardos trancados nos seus quartos colocavam um copo no chão de madeira para ouvi--lá.

Sua beleza era sublime, não havia em nenhum canto da Europa moça mais bela, alguns diziam ser a própria Afrodite, filha do céu com o mar. Por onde ela caminhava deixava um pouco de sua beleza, que se ressaltava ainda mais no meio das flores.

Ela encantava com os olhos e selava as almas com sua música, conseguia deixar uma plateia em perfeita harmonia quando tocava.
Seu longo e bufante vestido branco, desenhava seu corpo. Um espartilho tão apertado que dava ao seu quadril um volume perfeito, seus seios também se beneficiavam do poderoso espartilho, era de deixar qualquer um em suas mãos.
Seus cabelos cacheados e vermelhos deixavam sua pele ainda mais branca e isso despertou o interesse de muitos, entre eles alguém que ela jamais esqueceria!
As notas agora graves faziam todos da sala se arrepiarem, era uma mistura de emoção e entusiasmo e suas almas eram lavadas pela música. Ela os olhou diretamente, fitou cada um do grande salão, sorriu levemente ao ver que todos estavam rendidos à sua música e beleza.
Ela havia ganho o mundo, tudo isso era poder, poder de fazer os outros ouvirem sua voz silenciosamente. Ela queria gritar, queria mostrar seu domínio e como isso mudaria tudo a sua volta.
A música fazia isso por ela, acalmava corações feridos, alegrava os enfermos e às vezes fazia pessoas se apaixonarem, e esse era um sentimento que ela jamais havia experimentado.
Por um segundo seus olhos encontraram alguém que supria suas necessidades, ela mediu a largura dos ombros, a cor da raiz do cabelo e estava ficando interessada em descobrir mais do belo rapaz. Seus olhos se cruzaram e um sentimento estranho surgi-o no ar, fazendo-o levantar, sua sombra se deslocou vagarosamente, o rapaz tinha os cabelos tão louros que a luz das velas, pareciam opacos e brancos, estavam presos em um rabo de cavalo q se estendia até a altura dos ombros.
Ele vestia uma capa preta, bordada em prata, uma visão de total encanto, ele pegou uma de suas mãos e beijou, sentando ao seu lado, ele fitava seus enormes olhos, rasgando sua alma e enfurecendo-a.

Ela o desafiava com o olhar, deixando transparecer o desprezo e interesse que estavam explícitos.
Os dois começaram a tocar com graça e paixão, ele se entregava a música, poderia competir com ela, o belo rapaz de olhos azuis penetrantes sentia a excitação fluir em seu sangue, o fazendo ficar quente.  
A pianista, incrivelmente maravilhada se deixou levar por aquele sorriso que desmoronou sua muralha em pedaços, seus dedos às vezes se encontravam e as faíscas eram evidentes, mesmo estando divididos pelas notas, sentiam-se extremamente unidos. Os convidados aplaudiam em pé, a nobreza dava urros leves que alegria, as empregadas choravam imaginando seus maridos que nunca voltariam das guerras, ou das doenças do grande mundo.

Seus dedos se encontram e se uniram involuntariamente. Ela sentiu seu corpo estremecer e por um minuto, ela teve a sensação de ter encontrado tudo o que precisava; os dois sorriram, seus olhos se uniam, ela olhava para ele gravando todos os detalhes de sua face, sua boca carnuda e desenhada, levemente rosada em um sorriso digno dos Deuses, seu nariz fino que combinava os traços de seu rosto se encaixava nas maças de seu rosto, as sobrancelhas eram bem feitas, o queixo marcado, másculo a excitava ainda mais.
Ela queria beijá-lo, ele queria beijá-la também, suas cabeças se inclinavam em sincronia até que as cinzas começaram a cair no rosto da jovem, fazendo seu pó claríssimo borrar, ela não podia enxergar direito, em um instante formou-se uma negra fumaça, era tão densa que poderia ser cortada com uma faca, buscou encontrar o rapaz, mas seus olhos embaçados não enxergavam nada, tentou forçar a visão, mas naquele momento um fogo vivo queimava tudo, ela sentia suas pernas arderem, seu vestido estava preso em algum luar do piano e suas lágrimas caiam em cascatas.
 Ela conseguiu avistar o belo rapaz de longe, olhando para ela com tristeza, parecia chorar também, os soluços e os gritos eram estridentes, tudo estava em chamas, todos da sala queimavam feito papel embebido em álcool, os berros quebravam o barulho do estalar do fogo.

Com os braços estendidos, pedindo ajuda, ela continuou sentindo o fogo queimar... queimar...  Queimar...


Arrastando para longe a alma de uma jovem e bela mulher cuja beleza eterna jamais fora esquecida!

domingo, 7 de dezembro de 2014

Pensamentos Anastásia Nadasdy

-- Nenhum ato meu pode ser taxado como insano, meus gostos são excêntricos demais para quem mora no interior!

 Enquanto andava pelas intermináveis ruas de Heartless me vi totalmente faminta, só quem conhece esse paraíso sabe como é deliciosamente interessante caçar por aqui e no meio de tantos outros eu o vi, encostado em seu carro luxuoso, com um terno fino e impecável, sua gravata um pouco frouxa e as abotoaduras abertas também o deixavam ainda mais sexy; parei em uma esquina e observei ele fazer charme para algumas mulheres, estava cercado, se sentindo bem concorrido e isso o deu liberdade para brincar um pouco.
Enquanto esticava os braços para cima para exibir seus musculosos braços, ria descaradamente delas, seu desdém e sua prepotência me fizeram prestar mais atenção em seus detalhes: Jovem, alto, moreno, rico, não sabia se sua exibição fazia parte de um de seus interesses sexuais ou se estar rodeado de meninas que o fazia se sentir completo.
Seu cabelo estava bagunçado, dando um ar de quem teria acabado de sair de uma boa pegação, pude sentir o cheiro de sua arrogância que me despertou algo inquietante. Não entedia a cara de tédio e desinteresse enquanto falava, seus lábios abriam e fechavam e eu só conseguia ouvia as batidas de seu coração.
 Por um minuto ou dois, o pulsar de seu sangue quente me congelou, ouvia seu corpo inteiro trabalhar e percebi a fragilidade contida entre seus músculos.
Me aproximei mais um pouco, estava sentindo minha boca secar lentamente, abri minha bolsa e achei um pirulito, coloquei ele no canto da boca e caminhei lentamente em sua direção, olhando por cima dos meus óculos, encostei no poste bem a sua frente, arrumei minha saia esperando que seus olhos encontrassem minhas pernas. Elas estavam cobertas pela meia fina e iam de encontro com o salto alto.
Logo em seguida seus olhos me fitavam, lambi os lábios tentando disfarçar a fome, meu estomago estava berrando, cada órgão dentro de mim, desejava se deliciar com sangue novo.
Sorri! Enquanto mexia no cabelo, seus olhos percorriam meu corpo inteiro, seu coração disparou e tive certeza que conseguiria seduzi-lo, subi a mão até minha blusa e puxei delicadamente para baixo, fazendo com que meus seios ficassem mais a mostra, o fluxo sanguíneo dele me deixou louca, suas veias saltavam e conseguia ouvir suas engolidas secas e constantes.
Abaixei os óculos, sua voz era sedutora e seu andar elegante, eu o vi deixando todas aquelas meninas ‘’ Boas’’ para trás, ele veio até mim.
Meu corpo já não gritava mais, o anestésico para minha insanidade estava ali, quando seus lábios chegaram bem perto do meu pescoço, mesmo não arrepiando senti a sensação, ele cochichou algumas coisas em meu ouvido e perguntou se gostaria de realiza-las. Movi meu rosto lentamente e lambi seus lábios, ele me pegou pela mão, me segurando fortemente e me colocou no carro, tive que fingir fragilidade algumas vezes, enquanto ele passava suas mãos grandes em minhas pernas, tentando corromper minha saia.
Ele ligou o carro, arrancando e cantando pneus, se fosse antes da minha transformação eu teria ficado molhada só pelo fato de correr enquanto ele me masturbava...
Ele me beijava enquanto tentava dirigir, sua respiração estava ofegante e não trocamos nenhuma palavra enquanto ele dirigia, minhas unhas cresciam e diminuíam e meus músculos eram violados pela dor da fome.
 Desabotoei sua calça e na medida que ele foi crescendo seu sorriso crescia junto, minha boca foi chegando lentamente em seu corpo rígido, o carro acelerou e minha boca deslizava para cima e para baixo, lambendo-o e mordiscando com meus caninos, seus gemidos eram altos, sua voz parecia ter sido distorcida e os grunidos eram sexys.
 Eu consegui arrancar seu gemido mais alto quando encostei meus lábios em sua base e suguei deixando meus dentes rasparem em todo o comprimento de seu corpo, ele dirigia cada vez mais rápido e eu também.
Até que uma de suas mãos prenderam meus cabelos, subindo e descendo minha cabeça cada vez mais rápido, ele soltou sua mão dos meus cabelos e encheu minha boca com seu gosto.
Levantei, encostei a cabeça no banco do carro, estava rindo enquanto passava batom o olhando pelo espelho, sentia o ar se satisfação, ele me beijou e pediu para eu segurar o volante, fiz o que ele pediu, ele rasgou minha meia, e passou seus dedos pela minha calcinha, ele lambeu seus dedos e eu não conseguia me concentrar, olhava para frente tentando não bater em nenhum outro carro. Meu corpo pulsava, sentindo a falsa sensação de prazer, não sei se a sensação era para ser assim, mais só de imaginar seu sangue fluindo dentro de mim, isso sim me fazia gozar.
O carro parou, estávamos no meio do nada, fingi surpresa e medo da escuridão que nos cercava, seus braços me agarraram, sua boca estava deliciosa, o mordi, seu sangue atravessou a pele, seu beijo ficou cada vez melhor, ele puxou meu cabelo me fazendo ir para trás.
Ele colocou as mãos no volante, seu sorriso maldoso me rasgava, seus pensamentos eram tão nítidos que mesmo se eu pudesse não teria pensado em tantas coisas.
Beijando meu pescoço, passando as mãos em meus seios, beijando-os...
Não estávamos mais aguentando a espera, subi em seu colo quente e forte, fui preenchida por sua imensa vontade, seu respirar ofegante chegava a mim me deixando quente, era quase impossível não me sentir quente, o suor e os vidros, minha boca na dela, nossas mãos, nossos corpos dançando freneticamente uma dança surda e deliciosa, quando finalmente ele atingiu seu orgasmo explosivo, o mordi, continuei dançando sobre seu corpo agora inquieto, seu corpo foi ficando mole, suas mãos já não batiam em mim, foi quando o matei sem querer, sua vida corria em mim, seus pensamentos moviam-se de presa em minha mente, me despedi dele com um beijo, deixando pra trás mais um belo rapaz que me deu o melhor prazer de todos... O GOSTO DA MORTE!